Presídio está infestado; Defensoria recebe denúncia

Defensoria Pública investiga situação de higiene do local
Denúncias já chegaram à pastoral carcerária
Denúncias de parentes de presos do regime semiaberto da Penitenciária de Marília afirmam que o prédio está infestado por percevejos. O caso já chegou à pastoral carcerária, que confirma o problema, e também à Defensoria Pública que investiga a situação de higiene do local.
Segundo a professora MEF, que tem o marido preso, a situação é grave porque além do risco de contaminação parentes dos detentos são vítimas do parasita durante as visitas de rotina.
“Quando visitamos o local, os presos e os visitantes se coçam, fora que os percevejos ficam na roupa o que faz com que a praga vá para outras cidades. É uma questão de saúde pública”, afirma professora.
Ela disse ter levado o caso à Divisão de Zoonoses de Marília, mas foi informado que providências como dedetização só poderiam ser adotadas caso a direção do presídio apresentasse solicitação, o que não ocorreu.
O coordenador da Pastoral Carcerária de Marília, padre Valdo Bartolomeu Santana, confirma que recebeu reclamações de parentes nos últimos dois meses. Segundo ele, o problema foi repassado à Defensoria Pública, que atua junto aos presídios. “Este fato também já foi alvo de reclamações dos próprios presos”, fala.
O defensor público e coordenador regional Fernando Rodolfo Mercês Moris confirma já ter recebido queixas, porém nada foi formalizado.
Procedimento investigativo aberto em abril deste ano pela Defensoria apura abuso de força nas fiscalizações no Semi Aberto, além de irregularidades e condições de higiene do local. Até o momento foi requisitado documentação, próxima etapa é constituída por coleta de depoimentos e visitas.
“Estas denuncias vem reforçar as investigações. Nosso trabalho é amplo e cuidadoso para averiguar condições processuais e de salubridade do ambiente e para que não seja tomada nenhuma solução precipitada”, afirma Moris.
Segundo ele, caso seja confirmada a infestação pode ser solicitada intervenção junto á corregedoria penitenciária, abertura de ação civil pública ou ainda correção de comportamento administrativo por meio de assinatura de Termo de Ajuste de Conduta.
O defensor também alerta para a superlotação do semi aberto. Com bases nos dados da Secretaria de Administração Penitenciária, atualmente estão neste regime 420 pessoas, enquanto a capacidade é para 100 pessoas.
Secretaria orienta medida paliativa
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou por meio de assessoria de imprensa que não existe nenhum problema com percevejos na penitenciária da cidade. A nota destaca que em todas as saídas temporárias é realizada dedetização tanto na unidade de regime fechado, quanto no semiaberto.
Por outro lado a secretaria informa ainda que os presos são orientados a colocarem seus colchões ao sol, para combater a existência do parasita nas celas.

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