Pulga

Pulga é o nome comum dos insetos sem asas da ordem Siphonaptera.

As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamíferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubónica.

Elas afectam normalmente animais de estimação, como o gato, o cachorro, entre outros. Elas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes e em outros animais contactantes. Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes, parasitas sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida dos animais.

Machos e fêmeas das pulgas são hematófagos. O hábito de picar para sugar o sangue não confere ao animal parasitado apenas um desconforto, pois as pulgas têm grande importância em Saúde Pública como transmissoras de viroses, verminoses e doenças transmitidas por bactérias, além dos processos alérgicos causados pelas secreções salivares liberadas no local da picada a fim de impedir a coagulação do sangue do hospedeiro, e de infecções secundárias ocasionadas pelo ato de coçar a parte do corpo irritada, variando de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo.

Existem cerca de 2.500 espécies de pulgas catalogadas, das quais aproximadamente 60 espécies têm ocorrência no Brasil. As pulgas não possuem asas, locomovendo-se exclusivamente, por meio das patas, que são bastante desenvolvidas, apresentando o último par bem desenvolvido e adaptado ao salto. Pode-se dizer que as pulgas “voam” com as patas, pois o salto pode alcançar distâncias bem superiores ao comprimento do seu corpo.

Algumas espécies parasitam o hospedeiro apenas para se alimentar, abandonando-o em seguida (Pulex irritans – pulga do homem), outras têm hábito penetrante, perfurando o tecido do hospedeiro para se instalar (as fêmeas da Tunga penetrans – bicho-de-pé), e a grande maioria abriga-se no corpo do hospedeiro (Ctenocephalides felis – pulga do gato; Ctenocephalides canis – pulga do cão; Xenopsylla cheopis – pulga do rato; etc.)

O ciclo de vida das pulgas

As fêmeas depositam seus ovos, que eclodem e dos quais saem larvas que se parecem com vermes. As larvas se encasulam e transformam-se em pupas. Uma pulga adulta sai do casulo. Numa população de pulgas, aproximadamente metade são ovos e 5% são adultos.

Em seu ciclo, a pulga assume quatro formas:

Ovo – Apesar de serem depositados na pelagem do hospedeiro (um cachorro), os ovos não aderem nem à pele nem aos pêlos do cachorro. Como são escorregadios, eles caem logo no chão, ficando nas frestasdo piso, cerdas dos tapetes e carpetes do ambiente. Portanto, podem ser encontrados em qualquer lugar por onde passe um cachorro infestado por pulgas. Os ovos da pulga adulta se transformam em larvas.

Larva – As larvas de pulgas evitam a luz, se movimentando para baixo. Portanto, ficam bem escondidas num nível mais profundo dos tapetes, frestas e camas dos cachorros, assim como os ovos. Ao eclodirem, elas passam por duas mudas (transformações) e depois se transformam em pupas. A larva madura transforma-se em pupa.

Pupa – Pouco falamos nesta forma, mas ela é muito importante! A pupa é uma forma dentro de um casulo capaz de sobreviver no ambiente por mais de 6 meses. Por ser viscoso, o casulo é rapidamente coberto com resíduos do ambiente que servem para camuflá-lo. A pupa também se esconde da luz e na maioria das vezes fica tão escondida que por mais que se limpe a casa ou utilize aspirador de pó, é muito difícil acabar com ela.

Pulga Adulta – A pulga adulta é a que vemos geralmente no cachorro. Ela também pode estar na casinha, na cama ou na coberta do cachorro. A pulga põe ovos e se alimenta de sangue, sendo que sua preferência é pelo sangue dos cachorros que é mais quente que o do ser humano. Ao contrário das larvas, as pulgas recém-eclodidas se movem em direção à luz, ou seja, para a parte superior dos pêlos dos tapetes e da cama dos animais e ficam à espera de um hospedeiro, por exemplo, um cachorro. Também podem subir em capas de sofás, pernas de cadeiras, cortinas e outros móveis.

As pulgas fêmeas só colocam os ovos se tiverem uma refeição. Se uma fêmea sai do casulo e não consegue encontrar comida, morrerá sem se reproduzir. Mas se consegue se alimentar, uma pulga pode depositar em torno de 20 ovos por dia, totalizando aproximadamente 2.000 ovos durante seu tempo de vida.

Na maioria das vezes, a pulga deposita seus ovos no hospedeiro. Estes são completamente lisos, por isso, deslizam do hospedeiro e caem no chão do ambiente. Nas residências, os ovos penetram profundamente nas fibras dos carpetes e nas frestas do chão. Externamente, os ovos das pulgas fixam-se no solo. Os ovos são brancos – as manchas pretas que você vê em animais infestados por pulgas e nas suas camas são partículas de sangue seco e dejetos depulgas.

Para poder se desenvolver, os ovos das pulgas precisam de um ambiente quente e úmido: uma temperatura de aproximadamente 21º C e de 70% a 85% de umidade. Nestas condições, os ovos eclodem em aproximadamente 12 dias. Esta abertura no 12º dia é uma das razões pelas quais pode ser difícil se livrar das pulgas. Alguns inseticidas matam as pulgas adultas, mas não os ovos. Isso significa que toda uma nova série de pulgas pode surgir depois que as adultas já morreram.

As larvas das pulgas têm aproximadamente 1,5 mm de comprimento e se parecem com vermes brancos segmentados. Elas evitam a luz e migram para as frestas no chão, onde permanecem para se desenvolverem. Diferentemente de seus pais, as larvas não se alimentam de sangue. Ao invés disso, alimentam-se de qualquer partícula orgânica, desenvolvendo-se particularmente bem quando se alimentam das fezes das pulgas adultas, que contêm sangue digerido. O desenvolvimento das larvas possui três estágios, ou ínstares, nos quais ocorrem trocas de pele.

Após uma semana ou duas, as larvas das pulgas se encasulam. Anexam pedaços de sujeira e restos nos seus casulos para camuflagem. Se a alimentação tiver sido plena, a pulga adulta surge após aproximadamente uma semana. Caso contrário, a pulga pode ficar em seu casulo por mais de um ano.

Embora as larvas e as pulgas adultas tenham padrões de alimentação completamente diferentes, o que comem tem um grande impacto nas doenças que podem trazer. A seguir, veremos as doenças e complicações que surgem com as pulgas a partir de suas mordidas.

Sintomas

Algumas alterações visíveis

  • Auto lesões causadas por dermatite alérgica
  • Perda de pelo
  • Perdas nutricionais.
  • Diarréias.
  • Mal estar geral.
  • Anemia (nos casos sérios).

Alem disso, as pulgas também podem ser portadoras de um parasita intestinal: o Dipylidium caninum.

Parasitas intestinais achatados: Dypilidium caninum

As pulgas podem transmitir um parasita intestinal chamado Dipylidum Caninum. O cão, ao coçar-se com a boca, pode ingerir alguma pulga infectada com o quisto do parasita. Este se liberta no intestino e desenvolve-se como parasita. O animal está infectado quando nos seus excrementos se observam restos em forma de grãos de arroz.

Se o cão contrair a doença, além de se tratar as pulgas, deve-se tratar do parasita intestinal.

Controle e Combate

Inspeção é o primeiro passo, nesta deve-se avaliar o grau, tipo e local de infestação.

Após a inspeção, começar a aplicação pela pulverização nas possíveis áreas de infestação dessa praga.

Pode-se aplicar o produto líquido com a atomizadora, dependendo do grau de infestação. Essa aplicação visa atingir partes que a pulverização normal não atinge.

Aplicação de Superfície – consiste na aplicação da calda inseticida de maneira uniforme sobre as superfícies, cobrindo-as completamente de forma que os insetos que as percorrerem sejam contaminados pelos microscópicos cristais dos inseticidas aplicados. Deverá ser realizada no intra e Peri – domicílio atingindo pisos e qualquer superfície disponível para aplicação.